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O que faltou dizer...

Artigo de opinião de Mário Figueiredo, Militante do PCP

Ano após ano, os sucessivos executivos e os partidos – PS, PSD/BTF/CDS - que os têm sustentado afirmam que a requalificação da zona envolvente do Cávado é objectivo central das suas opções políticas.

Ano após ano, os Barcelenses sabem que esse objectivo é palavra oca na boca desses políticos e letra morta nos panfletos da propaganda política.

Nada os demove da política de conta corrente, sem estratégia e, essencialmente, sem decisões que coloquem os interesses dos Barcelenses em primeiro lugar.

Nem a importância do Cávado para o desenvolvimento social e económico do Concelho, para aumento do bem-estar popular e para a defesa do ambiente, nem o surgimento de uma dinâmica civil e associativa em torno de actividades fluviais os faz trilhar outro caminho.

São muitos os projectos sempre adiados e nem a pressão de outros Municípios, no caso da ecovia, obrigam os executivos barcelenses a sair do marasmo político.

O passadiço pedonal da margem direita do Cávado não foi excepção nos atrasos de execução da empreitada, privando mais uma vez os Barcelenses do usufruto da margem do rio e lesando o Município na perda de fundos comunitários em cerca 2,5 milhões euros.

O atraso levou Domingos Pereira – Vice-Presidente sombra do actual executivo, segundo notícias recentes – a justificar mais um pára arranca da política Barcelense. A justificação foi um autêntico exercício de passa culpas para os anteriores executivos e para os técnicos do Município.

Contudo, sem desresponsabilizar o PS, faltou dizer que o atraso significativo da execução da obra foi consequência do concurso públicoimpugnado pelo segundo concorrente. Impugnação que o Tribunal reconheceu e deu razão porque o primeiro concorrente não reunia as condições legais para concorrer, nomeadamente, pela falta de alvará, conforme reconheceu o Presidente de Câmara na Assembleia Municipal. Foi este facto que faltou dizer.

Poderemos concordar que essa falha se deveu a um erro técnico, mas não se aceita o “jogo do gato e do rato” do Executivo PSD/BTF/CDS ao esconder o verdadeiro facto que atrasou a execução do projecto, procurando iludir a opinião pública quanto às suas responsabilidades.

Não se aceita que o Executivo culpe os técnicos e se demita descaradamente das suas responsabilidades políticas.

Foi o que faltou dizer...e assumir.

Opinião

Mario Figueiredo
03 de Ago de 2023 0

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