
Entre ruído e verdade
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"Se as eleições não servirem para mais nada, contribuirão para manter a chama viva de uma vontade que nunca experimentámos"
Ganhe quem ganhar no domingo, das eleições restará a máxima que o 25 de Abril devolveu à História de Portugal: o Povo é quem mais ordena. A ele cabe decidir o futuro, neste caso, do nosso concelho.
Barcelos nunca conheceu a alternância democrática. Mantém desde 1976 um poder de sentido único, sustentado em personalidades que dominaram o partido que governa o município.
Nas últimas legislativas, a aproximação dos socialistas deu um ânimo especial à luta contra essa fastidiosa preponderância social-democracia que nos tem tecido a alma e a vida.
Se as eleições não servirem para mais nada, contribuirão para manter a chama viva de uma vontade que nunca experimentámos.
Miguel Costa Gomes diz que vai ser presidente, Fernando Reis também. No dia 11 saberemos quem vaticinou melhor o seu futuro. Para já, fala-se em mudar, continuar: dilemas que subsistem até à contagem dos votos. Nunca se viveu uma incerteza tão grande como aquela que paira no ar e, em particular, a que se regista nas acções de campanha que os partidos fazem. Seja como for, a Democracia já ganhou porque mais gente participou neste processo.
O Barcelos Popular fez o que as regras do jornalismo democrático impõem: cobriu as iniciativas de campanha, entrevistou candidatos, abriu as suas páginas de opinião aos partidos. Pena foi que não tivéssemos também a oportunidade de conhecer a opinião de Fernando Reis, que não respondeu à nossa solicitação para ser entrevistado.
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