Chama-se realismo à política externa que privilegia a força, o cálculo estratégico e a defesa de interesses nacionais acima de considerações morais ou jurídicas. Mas há um realismo que, concentrado no ganho imediato, perde de vista o horizonte. Um realismo que confunde acção com eficácia e poder com legitimidade. A isso poderíamos chamar realismo míope.