A política, como a gastronomia, é uma sofisticada questão de paladar (e de memória). Tal como num restaurante que se preze, há pratos requintados, petiscos apressados, receitas requentadas e experiências de fusão que prometem revolucionar o gosto nacional mas deixam apenas azia institucional. Folheia-se a ementa partidária e encontra-se de tudo: especialidades da casa, sugestões do cozinheiro e demasiados “pratos do dia”.