
Entre ruído e verdade
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"Foi a maior participação em eleições internas no PS, mas com métodos que deixam mal quem luta pela Democracia".
Trinta e seis anos a viver em Democracia e os partidos parece ainda não terem compreendido o valor da Liberdade. As eleições, com maior participação de sempre no PS de Barcelos, ficaram manchadas por uma guerra intestina, cujos resultados foram ditados mais por sindicatos de votos e menos por projectos. Militantes de ambas as candidaturas pagaram quotas em catadupa em troca da promessa de votos. Esqueceram-se que o voto é livre: ou se tem ideias e se acredita em projectos ou mais vale não participar.
De facto, foi a maior participação em eleições internas no PS, mas com métodos que deixam mal quem luta pela Democracia. Dir-nos-ão que tal acontece em todos os partidos. Isso não é argumento. Se o PS pugnou durante 34 anos pela Democracia em Barcelos, e se manifestou violentamente contra o caciquismo social-democrata, tem obrigação de impor uma nova prática política no concelho e, para isso, tem que a começar por sua casa. Não pode dar este exemplo de falta de civismo político.
Mas estas eleições ainda ficaram marcadas por alianças espúrias. Ninguém tem razão. Se Domingos Pereira nas eleições anteriores se aliou a Vasconcelos para vencer e assumir a liderança que era de Horácio Barra, Barra não poderia ter recorrido a apoios que tanto criticou.
Se na política vale tudo, então o caminho está inquinado.
Domingos Pereira renovou o seu mandato com uma vitória arrebatadora. Será que determinou o fim político de Barra? Ou o partido quis dizer que aquele que já foi líder se deveria ter recolhido porque Domingos Pereira tinha acabado de derrubar o PSD 34 anos depois?
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