
Entre ruído e verdade
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Num contexto de crise grave em que a maioria dos barcelenses vive, era fundamental que a autarquia fizesse alguma coisa para impedir as intenções da empresa.
Afinal desce ou sobe o preço da água?
Estas serão as interrogações sobre a qual muitos barcelenses se têm debruçado na última semana, em conversas de amigos ou mesmo na família depois de a "Águas de Barcelos" informar que ia subir a factura que todos pagamos.
A Câmara prometeu descer o preço do precioso líquido em 50 por cento, mas até hoje não tivemos o "privilégio" de usufruir de tal feito. Em vez da descida, para já - se não vierem melhores dias - resta-nos uma sentença de um tribunal a dizer que todos teremos que pagar 172 milhões de euros à "Águas de Barcelos" nos próximos 30 anos e uma subida de 6 por cento, já neste mês de Maio, segundo a concessionária.
De qualquer forma, todos perguntam: afinal em que ficamos?
Sobre esta afirmação da concessionária a autarquia pouco disse, deixando que a dúvida se mantenha entre os consumidores. A empresa também está em falta porque seria sua obrigação comunicar aos consumidores, de forma atempada.
Se a falta de comunicação com a população nos parece grave para quem tem tantos gabinetes de comunicação a trabalhar por sua conta, o estado de letargia em que a Câmara deixa marinar este assunto ainda se agrava mais com esta subida do preço.
Num contexto de crise grave em que a maioria dos barcelenses vive, era fundamental que a autarquia fizesse alguma coisa para impedir as intenções da empresa.
Se nada pode fazer, então que explique o que se está a passar, de forma coerente e capaz, até porque, em política, os eleitores votam em promessas, mas também as cobram. Assim sendo, melhor seria que os socialistas que governam o município se deixassem de querelas com os social-democratas e com a concessionária e arrepiassem caminho, numa negociação que defendesse o interesse público.
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