
Entre ruído e verdade
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Será que os moradores podem mesmo voltar a casa? Será que os engenheiros da Universidade do Minho foram incompetentes e os da Universidade do Porto é que são os verdadeiros cientistas nesta história?
Alguém anda a brincar com os moradores do Edifício Panorâmico, em Arcozelo. Sustentado por um estudo da Universidade do Minho, o anterior executivo municipal obrigou os moradores a abandonarem o edifício e a viverem mais de três anos em casas arrendadas, porque o imóvel estaria em risco de ruir. O actual executivo, também sustentado num estudo da Universidade do Porto, afirma que afinal não havia qualquer perigo para quem habitava os apartamentos e, por essa razão, podem regressar a casa, porque afinal não há risco. Perante tal "complexidade" de decisões, pergunta-se: quem tem razão, qual dos estudos é válido, que riscos correm os moradores, que garantias dá a autarquia para que os moradores possam voltar em segurança? Será que se suceder algo, a Câmara se responsabiliza? E que tipo de obras serão feitas? E o dinheiro que se gastou com o financiamento da Segurança Social e da autarquia para subsidiar rendas de casa de outras despesas? Quem se responsabiliza por tudo isto?
Será que os moradores podem mesmo voltar a casa? Será que os engenheiros da Universidade do Minho foram incompetentes e os da Universidade do Porto é que são os verdadeiros cientistas nesta história?
Seja como for, tenha razão quem tiver, é legítimo perguntar: quem anda a brincar com a vida dos moradores do edifício Panorâmico? E quem o faz não julga ter responsabilidade nos actos que praticou?
Afinal trata-se de uma história séria demais para se brincar com as pessoas. Sabe-se lá por que carga de água.
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