
Governe, senhor Presidente
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Por muito que alguns pensem e conjecturem outros comportamentos, foi por aí, na liberdade e na teimosia, que se fez e faz o caminho do jornalismo. Não foi por outra razão que liderámos o mercado e o número de leitores.
Já lá vão 37 anos de vida e o Barcelos Popular continua a resistir a todos os vendavais que, entretanto, sopraram sobre o nosso concelho. Resistimos a uma divisão no interior da Cooperativa Milho-Rei, proprietária do jornal, que deixou a redação do jornal partida a meio. Resistimos a um reinado social-democrata de mais de trinta anos durante o qual nos honramos de termos sido críticos desinteressados, facto que nos valeu o epíteto de imprensa livre, sem medo, capaz de dizer a verdade, fosse contra quem fosse. Resistimos a esta crise económica que, em termos empresariais, afecta todos, principalmente aqueles que sobrevivem do seu trabalho, sem patronos ou subsídios do Poder, como é o nosso caso. E resistimos ao desânimo, por vezes, o grande inimigo de quem trabalha sem procurar dividendos.
O Poder em Barcelos mudou e muitos pensavam que o Barcelos Popular também mudaria. Também aí resistimos. Continuamos a ter um jornal livre e sem medo, servindo sempre para defender os que menos têm e as populações em geral.
Por muito que alguns pensem e conjecturem outros comportamentos, foi por aí, na liberdade e na teimosia, que se fez e faz o caminho do jornalismo.
Não foi por outra razão que liderámos o mercado e o número de leitores. Apesar da crise que abalou toda a imprensa, foram poucos os que estiveram à altura de competir com o Barcelos Popular.
Nesta hora de comemorar 37 anos, continuamos a deixar o mesmo compromisso de honra para com os leitores: fazer um jornalismo independente, livre, ao serviço das populações e não de grupos de interesses.
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