
Entre ruído e verdade
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"Parece-me, assim, importante e urgente o levantamento cartográfico das águas subterrâneas do concelho para que se possa avaliar melhor da quantidade de água de que dispomos..."
O assentamento das povoações fez-se sempre preferencialmente junto a linhas de água corrente – rios e ribeiros.
Em Portugal é bem evidente na maioria das principais cidades: Viana do Castelo, Vila do Conde, Porto; Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal, Portimão e Barcelos.
Nos locais onde não há linhas de água próximas, recorre-se naturalmente à água subterrânea que se obtém nas fontes ou através de poços. São certamente estas duas situações as mais frequentes em todo o território do concelho de Barcelos.
Na grande maioria dos concelhos deste País, a captação de água para consumo urbano (e consequente distribuição pelos municípios), é feita nas linhas de água das bacias hidrográficas em que estão situados. O volume de água produzido nas bacias hidrográficas que gera os ribeiros e os rios é incomparavelmente menor do que o volume das águas subterrâneas correspondentes à respectiva área de superfície.
A população de Barcelos viu-se privada do acesso à água dos seus poços, ou seja à água subterrânea existente nas suas propriedades. O Estado exige que esses poços sejam licenciados o que acarreta mais taxas ao cidadão, quando, muitas vezes, este não se vê, mesmo, proibido de usar a sua água.
Parece-me, assim, importante e urgente o levantamento cartográfico das águas subterrâneas do concelho para que se possa avaliar melhor da quantidade de água de que dispomos, e prever a evolução dos caudais em futuros aumentos de consumo pela população. Será tarefa de grande dimensão, morosa e de grande exigência técnica certamente, mas cada vez mais surgem respostas da ciência e da tecnologia que permitirão concretizar esta necessidade.
Com o conhecimento dessas redes subterrâneas, seria possível encontrar soluções mais justas, económicas e mais ecológicas, de abastecimento de água a toda a população de Barcelos.
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